At El Pep Store & Gallery

From September 12 to October 2, 2014. First collective show of Clube do Inferno, including work by Astromanta, André Pereira, Hetamoé, and Mao. At the time, the El Pep store was located in a Lisbon mall, Centro Comercial Imavis, occupying two adjacent spaces in a subterranean level.

This was our first collective show. Gallery shows usually have us frame our best artwork on the wall, well spaced along a straight horizontal line, so as to not distract or overwhelm the audience. But the specificity of our gallery space—open in an antiquated and fairly deserted mall left to rot after the economic crisis—made us look at art galleries in Akihabara malls. We wanted to occupy all available space as a collective collage of our works and make it overwhelming. André was living in Shanghai and sent us some photos that he swore were proof that the apocalypse had already happened. That would be our working theme as we wrote this wall blurb:

“DO NOT TRUST PEOPLE LIKE US. WE WILL TAKE YOU TO RADIOACTIVE NOWHERES, AND POST-LABOR POST-HUMAN POST-REAL WORLDS, AND AND BURUSERA SHOPS TO BUY USED GIRLS’ GYM UNIFORMS. WE BUILD A MECHA TO KIDNAP YOU AND KISS YOU IN EVERY NHOM NHOM NHOM PLACE, SO YOU CAN NEVER GO BACK WITHOUT FEELING THE SWEET TANG OF BRUTALISM IN YOUR MOUTH. WE REFUTE YOUR AESTHETICS AND DESTROY YOU IN THE MOST SELF-SERVING WAY POSSIBLE. WE FILM YOU IN THE DARK OF NIGHT WITH A FLASHLIGHT AGAINST THE WALL, MEANING: MAD REBLOGS ON TUMBLR. WE ARE, YES, ALL OVER THE PLACE, ADRIFT IN THE GHOSTLY PRESENT, THE PLACE OF PREDATORS. WE ESCAPE TO SHANGHAI. HERE’S HOPING OUR IMPLOSION CREATES INTERESTING UNIVERSES. THAT’S THE PREVENTIVE DEFEATISM OF A PRE-BURNT GENERATION RIGHT THERE. WE ARE ON THE REVERSE OF PANIC. THERE’S NOTHING HISTORY CAN OFFER US. AND WHEN WE’RE FINALLY DONE, YOU WILL KNOW WHY MOTHERFUCKING STORMS ARE NAMED AFTER PEOPLE.”


Na El Pep Store & Gallery

De 12 de Setembro a 2 de Outubro de 2014. Primeira exposição colectiva do Clube do Inferno, incluindo trabalho de Astromanta, André Pereira, Hetamoé, e Mao. À data, a loja El Pep estava num centro comercial de Lisboa, o Imavis, e ocupava dois espaços adjacentes num piso subterrâneo.

Esta foi a nossa primeira exposição colectiva. A tradição neste tipo de espaços é colocar molduras na parede, mas nós estávamos mais a pensar nas galerias em centros comerciais de Akihabara: ocupar tudo, ver o espaço mais pobre como uma vantagem. Por esta altura o André estava a viver em Xangai e enviou-nos fotos, que colocámos na exposição. Sobre a cidade, disse-nos que era como o apocalipse já tivesse acontecido. Essa experiência informou o tema da exposição e o texto que escrevemos para acompanhar:

“NÃO CONFIES EM PESSOAS COMO NÓS. LEVAMOS-TE A CUS DE JUDAS RADIOACTIVOS, PÓS-LABORAIS PÓS-HUMANOS PÓS-REAIS, E E E A LOJAS BURUSERA PRA COMPRARES UNIFORMES DE GINÁSTICA USADOS POR MIÚDINHAS DO BÁSICO. CONSTRUÍMOS UM MECHA PARA TE RAPTAR E BEIJAR EM TODOS OS SÍTIOS NHOM NHOM NHOM, ATÉ SENTIRES FALTA DO DOCE GOSTINHO BRUTALISTA NA TUA BOCA. FILMAMOS-TE DE NOITE ÀS ESCURAS COM UMA LANTERNA CONTRA A PAREDE, QUER DIZER: MAD REBLOGS NO TUMBLR. ESTAMOS POR TODO O LADO, À DERIVA NUM PRESENTE CHEIO DE FANTASMAS, LUGAR DOS PREDADORES. FUGIMOS PARA XANGAI. PODE SER QUE A NOSSA IMPLOSÃO DÊ UNIVERSOS INTERESSANTES. TÁ AÍ O DERROTISMO PREVENTIVO DUMA GERAÇÃO PRÉ-QUEIMADA. ESTAMOS NO REVERSO DO PÂNICO. NÃO HÁ NADA QUE A HISTÓRIA NOS POSSA OFERECER. E QUANDO ACABARMOS, VAIS PERCEBER PORQUE É QUE AS PUTAS DAS TEMPESTADES TÊM NOME DE GENTE.”