Clube do Inferno was created in Lisbon, Portugal, in late 2012, by four people — André Pereira, Mao, Astromanta, and Hetamoé. Three boys and one girl. We look like this:

Clubbers

By early 2015, and after an organic process of assimilation, Hugo officially joined our ranks. He’s been giving us precious help almost from the start, from assembling zines, to screenprinting our stuff. So now we are five. Hugo looks like this.

This label was created as a way to engage with the current discussion in/on comics. Too many great things were being done and we were not a part of it.

Marginality is one of the exciting things about comics. But it’s a tradeoff, and their value is not always evident for someone on the outside. Even if it is a bubble, it’s the right one to be in. The time-tested strategy of meeting the high with the low, and both mocking the middlebrow, is the way forward (or backward, or sideways; it doesn’t matter). Comics have a history of attacking ideological structures, a tradition that we intend to respect. Really, being nice just isn’t enough and our goal is to go on the opposite direction, whatever that is.

This whole thing began with the publication of Enjoo de Invocação, by André and Astromanta. There were previous discussions on doing something together, but this zine was the first push against inertia. Six months later we had a label from which to zine-bomb the world.

Clube do Inferno works as a collective in the sense that we discuss comics, ideas, processes and ongoing work. It functions as an aggregator of the individual (and sometimes collaborative) works that emerge from these discussions. After a while, Clube do Inferno also started to function as an idea that, if not determining, it is at least influential to our work. A distinct identity is brewing.

Our website also includes collaborations, exhibitions and book publications with other artists or entities. These will always be included as long as the work has been developed under total creative control and our participation is in tune with the Clube’s raison d’être.


O Clube do Inferno foi criado em Lisboa, em 2012, por quatro pessoas — André Pereira, Mao, Astromanta, e Hetamoé. Três rapazes e uma rapariga. Somos assim:

Clubbers

O Hugo juntou-se a nós no início de 2015, depois de um processo natural de assimilação. Temos recebido ajuda dele quase desde o início, desde a montar zines até a imprimir as nossas serigrafias. Por isso, agora somos cinco. O Hugo é assim.

Criámos este selo editorial para fazer e pensar na banda desenhada contemporânea. Havia muitas coisas boas a serem feitas e nós queríamos fazer parte disso.

Uma das coisas que nos atrai na banda desenhada é a sua qualidade marginal. Sabemos que essa é a razão pela qual o seu valor não é sempre perceptível para quem está de fora. Não interessa, nós é que temos razão. A maneira de prosseguir (ou regredir, ou saltitar, não interessa) há-de ser sempre integrando o high e o lowbrow, de modo que todos juntos nos possamos rir do middlebrow. A banda desenhada tem uma tradição, que pretendemos respeitar, de atacar estruturas ideológicas. Ser simpático ou tolerável claramente não é suficiente e o nosso propósito é prosseguirmos na direcção oposta, qualquer que essa seja.

Tudo isto se iniciou com a publicação do Enjoo de Invocação pelo André e pelo Astromanta. Este foi o zine que venceu a inércia, apesar de já termos discutido antes a possibilidade de fazermos coisas juntos. Para choque do mundo inteiro, tínhamos um selo editorial seis meses mais tarde.

O Clube do Inferno funciona como colectivo no sentido em que discutimos banda desenhada, ideias e processos para o nosso trabalho. Nesse sentido, funciona como agregador dos projectos individuais (e por vezes, em colaboração) que surgem dessas discussões. Mas também começamos a compreender o Clube como uma ideia que, mesmo não sendo determinante, influencia o nosso trabalho de forma significativa. Talvez já possamos falar numa identidade distinta.

O nosso site também inclui colaborações, exposições e publicações com outros artistas ou entidades. Estas serão incluídas no nosso catálogo desde que respeitem os propósitos do Clube e que tenham sido desenvolvidas no espírito de total liberdade criativa.